sexta-feira, 23 de junho de 2017

FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ: O DUELO DE UM BOI SÓ

Nota da Comissão
A Comissão de Organização do XXI Festival Folclórico de Guajará-Mirim, evento a ser realizado nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 2017, na ex-arena do bumbódromo, rebatizada de ‘santódromo’ - por ocasião da última Marcha Pra Jesus, que aconteceu no dia 17 do corrente – se reuniu no dia de hoje, 23, sexta-feira, para tratar da realização do festival deste ano.

Se fizeram presente à reunião, representantes da SEMCET, da Associação Folclórica e Cultural Boi Bumbá Flor do Campo, da empresa gestora do festival Silva & Brandão Imp. Exp. Ltda., e representantes da Comissão de Organização do XXI Festival Folclórico de Guajará-Mirim que, durante suas falas reafirmaram compromisso e participação no evento, a partir do desempenho de seus respectivos papéis para realizar aquele que é, indubitavelmente, o maior certame de cultura popular do Estado de Rondônia.

Também estavam presentes à reunião, representantes da Associação Folclórica e Cultural Boi Bumbá Malhadinho, que comunicaram a não participação no evento, por “não possuir capacidade para apresentar-se, alegando insuficiência de recursos para o Festival de 2017”, conforme informou nota divulgada pela Comissão Organizadora.

A última edição com perfil de disputa estética entre as duas agremiações de bumbás aconteceu no ano de 2015. Em 2013 não houve festival e em 2014 foi realizada apenas uma singela mostra do festival. Em 2017, em razão do trágico assassinato de Márcio Menacho, artista do Flor do Campo, na véspera do evento, obrigou a organização transformar, de última hora, o concurso em mostra.

Festival de 2010
Ao longo da trajetória de sucesso do festival perolense, muitos foram - e continuaram sendo - os percalços enfrentados pelas diretorias e colaboradores das duas agremiações culturais para colocar, a cada edição, o espetáculo artístico na arena do bumbódromo, sendo a questão financeira um obstáculo cosntante.

A se confirmar o festival com a participação de apenas um bumbá, o ‘duelo de um boi só’ - e este será a primeira vez que inusitado fato acontecerá - sem sobras de dúvidas, tal situação sinaliza para derrocada final deste belo espetáculo de cultura popular realizado por caboclos e beradeiros.

O Festival Folclórico de Guajará-Mirim tem codinome: Duelo na Fronteira.

Duelo implica a participação de dois bois. Com um bumbá já ‘na lona’, fora do páreo, será preciso reconfigurar o evento, dando-lhe novo viés, para se garantir a continuidade do festival, a partir de nova agenda de atração cultural, além da apresentação do Flor do Campo (este sim, boi de luta).

terça-feira, 6 de junho de 2017

É QUASE DE GRAÇA, PAGA UM E LAVA DOIS

É final de feira na Barraca Suruba da República e Temer berra, ensandecido no balcão do golpe, anunciado a pechincha do dia:

- Atenção 'criente', é queima total dos recursos públicos. É pra salvar o mandato e a pele do golpista, aproveite a queima do estoque".

- Tá liberado 168,2 milhões em emendas parlamentar, é só botar nas costas e levar pra casa;

- 'Nois tem também' perdão de dívida pra ruralistas, chega aí parceirão do agronegócio e guarde no 'borço' que aqui, na Barraca Suruba da Repúblia você não perde, só lucra;

- Venha 'madamas' e patrãozinho que 'nois também tá' negociando perdão de débitos de empresas com a União (Refis);

- Também 'nois' tem aqui concessão de rádios, 'nois' entrega em todo o país.

Tá valendo tudo. Temer escancara e joga a própria bunda encima da banca de negócios. É final de feira no planalto central.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

NÃO, MERITÍSSIMO JUIZECO



“(...) não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito".

Foi a resposta enviada pela KPMG, auditoria independente, ao meritíssimo senhor juiz da republiqueta curitibana, Sérgio Moro, sobro a participação de Lula no esquema de corrupção da Petrobras.

Esta é a segunda empresa de auditoria a decepcionar as ambições do magistrado da República da Coacla, que sonha com um crime que possa enjaular Lula. A primeira foi a PricewaterhouseCoopers, maior empresa de auditoria do mundo, que em abril deste ano prestou a mesmíssima informação decepcionante ao juizeco coacloense.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

UNIR DE GUAJARÁ NAS URNAS



Nesta quarta-feira, 10, técnicos Administrativos, alunos e professores da UNIR do Campus de Guajará-Mirim participam de consulta à comunidade acadêmica para escolha de Diretor e Vice-Diretor do Campus da UNIR na Pérola do Mamoré.

O Prof. George Queiroga Estrela, atual diretor do campus e doutor em Educação Escolar (UNESP), mestre em Engenharia de Produção e Graduado em Tecnologia Química (UFPB), busca sua reeleição defendendo as realizações de sua gestão nos últimos quatro anos e apresentado novas propostas, caso eleito, para seu próximo mandato. Queiroga concorre neste pleito sob o lema “O Progresso Continua: todos unidos pelo campus de Guajará-Mirim”.

O professor Fábio Robson Casara Cavalcante, natural de Guajará-Mirim, participa do pleito também concorrendo para o cargo de diretor do campus. Casara é graduado em Engenharia Agronômica (UFERSA), com especialização em Gestão e Controle Ambiental (UPE), e em Ecoturismo (UFLA). Possui Mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural (UFRPE), com área de concentração em Administração Pública para o Setor Agrícola e Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (UFPA), através do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA, com área de concentração em Ciências: Desenvolvimento Sócio-Ambiental. Fábio Casara concorre defendendo o lema ”UNIR Para Todos”.

Para o cargo de vice-diretor do campus concorrem a Professora Patrícia Carneiro, em dobradinha com o professor Fábio Casara; e Maurício Silva de Souza, em parceria com o professor George Queiroga Estrela.

A consulta se encerrará às 21 horas e, segundo o presidente da Comissão Eleitoral, professor Oziel Marques da Silva, por volta das 23 horas será divulgado o resultado do pleito.

terça-feira, 4 de abril de 2017

GUAJARÁ: DA DOR À POLÍTICA DE REPARAÇÃO SOCIAL



Davino Serrath e Cícero Noronha
Enfim temos prefeito. No último domingo, 2, a população de Guajará-Mirim elegeu para o cargo máximo do executivo municipal, em eleição suplementar, o empresário Cícero Noronha Alves Filho (DEM), e também, para o cargo de vice prefeito, o vereador  Davino Serrath (PMN).

A eleição de Noronha e Davino despertou em algumas pessoas o que há de mais animalesco e insano no ser humano: o ódio, o preconceito, a fúria, e o desprezo ao próximo, sentimentos tão em vogo no Brasil pré e pós golpe, quase aceitos como atitudes naturais nas relações socais.

Proclamados os vencedores, algumas pessoas, sob forte ataque de fúria, recorreram às redes sociais para atingir de forma violeta, desprezível e preconceituosa a dupla vencedora, com ilações criminosas e vis. Tal atitude desumana nos leva a uma reflexão: o quê representa a eleição de Cícero Noronha e Davino Serrath para contexto político local, considerando as nuances classe dominante e subalterna, patrão e empregado, centro e periferia, casa grande e senzala?

Eleger para o cargo de prefeito alguém que não descende dos clãs de pioneiros e fundadores da urbe mamorense, um principiante em cargo público, sujeito que em sua infância vendia tapioca, picolé e outros quitutes caseiros, para engrossar a renda família; eleger um prefeito sem ‘linhagem política’, que ainda tem como vice um afrodescendente, de origem social semelhante à trajetória do prefeito eleito, para alguns representantes da elite política e econômica segregadora perolense chega a soar como afronta inenarrável; humilhante desonra para o Palácio Pérola do Mamoré; imensurável vergonha para cidade e aos grupos políticos outrora dominantes.

Impropérios como “incompetente, traficante, gay, aliciador de menores, seqüestrador de menores” invadiram as redes sociais após proclamação dos vencedores do pleito suplementar. A eleição de Noronha e Serrath deixou, por exemplo, Linara Cavalcante “inojada de Guajará” (sic). Luan Cézar, filho do vereador e Presidente da Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim Mário Cézar (PMDB), declarou em redes sociais: “Agora 2 incompetentes assumido a prefeitura, um traficante e outro gay” (sic).

Certamente que os advogados do Prefeito eleito Cícero Noronha Alves Filho e do vice Prefeito, o vereador Davino Serrath, tomarão as medidas necessárias, à luz da lei, para combater os possíveis crimes cometidos por Linara Cavalcante e Luan Cézar.

Nesta segunda-feira, 3, Noronha e Serrat fizeram visitas em algumas unidades e áreas da prefeitura. Em uma delas, enquanto o prefeito eleito e seu vice circulavam pela área externa de um órgão visitado, duas funcionárias que observavam do interior da repartição as autoridades eleitas, comentaram: “o prefeito nem olha pra gente”. Então a outra respondeu: “é que ele esta lá embaixo e não está vendo a gente aqui em cima”. As duas funcionárias foram interrompidas por uma terceira servidora comissionada, que asseverou: “e é lá embaixo o lugar dele. Ele nuca vai passar disso”.

Para quem faz política com “P” másculo e para homens grandes, agora é hora de juntar cacos, lamber feridas do embate, sacudir a poeira e seguir em frente. Noronha e Davino tem missão mais relevante: transformar a prefeitura em uma instituição mais justa e o município em uma cidade mais agradável, mais humana e mais tolerante. Fazer da injustiça e do preconceito sofridos por ambos, instrumento de reflexão e de transformação. Converter a dor em política pública de reparação e justiça social para todas as vítimas de preconceito, racismo, misoginia, xenofobia, homofobia e tantas outras formas de segregação social.

A melhor resposta de Noronha e Davino à desagradável experiência viva é levar o tema para espera da política pública, de forma a inspirar discussões e possível criação de uma coordenadoria municipal da cidadania e direitos humanos, a exemplo de inúmeros municípios, diretamente ligada ao gabinete do prefeito, conduzida por Davino Serrath, para articular a implementação de políticas públicas de defesa, reparação social, promoção e garantia dos direitos fundamentais de negro, mulheres, idosos, crianças, adolescentes, índios, população LGBT, portadores de necessidades especiais, quilombolas, estrangeiros (em especialmente população boliviana residente no município), e demais segmentos sociais historicamente marginalizados e desassistidos pela carência – ou total ausência - de políticas públicas municipais reparadoras no âmbito da educação, assistência social, saúde, cultura, esporte e lazer, com vistas à superação das desigualdades e a eliminação das diferentes formas de discriminação.

sexta-feira, 31 de março de 2017

O TRAIRA FALA MANSA



No dia 29, ultima segunda-feira, me deparei com uma fala que circula nas redes sociais do Dr. Confúcio Moura, Governador de Rondônia pelo PMDB, partido também do ilegítimo Michel Temer, do Senador Valdir Raupp, da Deputado Federal Marinha Raupp, do surubeiro Romero Jucá e tantos outros golpistas fundadores da República da Suruba.

A narrativa do Governador de fala mansa é de estarrecer trabalhadores e chefes de família do setor público e privado. Certamente o governador desavisado não acompanhou as pífias manifestações do MBL (Movimento Brasil Livre), e “Vem Pra Rua” do último domingo, 27, organizadas para apoiar as reformas que aniquilam com as garantias legais do trabalhador brasileiro.
 
Alheio ao caos em sua volta, Confúcio não viu a debandada da classe média que há pouquíssimo tempo era base de sustentação dos golpistas. A classe média brasileira apoiou, de olhos vendados, nos últimos três anos, todas as movimentações pró-impeachment, defendendo abertamente o golpe parlamentar desferido pelo arco partidário PMDB-PSDB-DEM-PP e outras legendas nanicas de aluguel.

A ardiloso e mansa fala do Governador, defendendo a reconstrução do Brasil – na verdade as reformas que aniquilam o trabalhador – é apenas discurso escamoteador da triste verdade que o trabalhador brasileiro enfrenta hoje, imposta pelo governo golpista: precarizacão das condições de trabalho com o PL da terceirização, fim das aposentadorias e da CLT, congelamento do Orçamento Primário da União por 20 anos – atingindo, sobretudo educação, saúde e assistência social -, entrega do Pré-sal aos gringos, legalização do caixa 2 aos partidos governistas e de direita, demissões em massa no setor público (PDV), dentre tantas outras medidas cruéis imposta por Temer e sua equipe ministerial - denunciada em diversas delações premiadas -, em dobradinha com o congresso nacional, a banda da suruba.

Confúcio Moura acalenta o sonho – sonho pra ele, para nós pesadelo – de ser Senador da República. A fala do governador, que viralizou nas redes sociais, é um tiro fatal, no peito de seus projetos futuros. Que seja assim, para alívio de todos os trabalhadores.

Ponho-me a recordar – arrependidíssimo - que na última campanha pra governador, no segundo turno, votei e sai pelas ruas de Guajará-Mirim pedindo voto para eleger o Fala Mansa e derrotar o Expedito Júnior (PSDB); e que hoje PMDB e PSDB formam a mais forte dupla partidária que congrega inúmeros políticos corruptos, delatados e compromissados em destruir direitos da classe trabalhadora e entregar as riquezas do Brasil aos gringos e multinacionais.

Resta-me bater com a cabeça na parede, repetir como mantra: “é minha culpa, minha máxima culpa”, além do futuro compromisso de, em 2018, trabalhar desesperadamente pela não eleição e reeleição de todos os golpistas e surubeiros da República, principalmente os traíras de fala mansa.